quinta-feira, 24 de maio de 2007

Novidades


Meus amigos,

Após mais um período de "inatividade literária" nesse blog, por motivos profissionais e educacionais (os seminários da faculdade estão me consumindo o tempo todo!), volto aqui para dar uma palhinha mais detalhada sobre o que será o "Biografia", cujo programa de estréia já foi gravado com um dos meus cantores prediletos: Celso Fonseca.

O "Biografia" será um programa onde, como sugere seu título, relataremos a trajetória pessoal e profissional de uma personalidade relevante de qualquer âmbito sócio-cultural: TV, Cinema, Teatro, Música, Esportes, Literatura, Medicina, etc. Entremeada com imagens que denotam a biografia do entrevistado, haverá uma entrevista.

O apresentador, Eduardo Nassife e a equipe do programa, formada por Kauê Miseli, Fabíola Mattos e Graciele Amora, formulam perguntas fugindo do óbvio jornalístico, através de pesquisas intensas sobre a vida do profissional em questão.

O programa será exibido no canal 6 da NET, somente na cidade do Rio de Janeiro, infelizmente. Estreará em breve, mas ainda não temos uma data definida. Os próximos programas também serão gravados em breve, mas adianto que virão por aí: o escritor Euclydes Marinho, o ator Felipe Martins, o estilista Alex Mallet, o fotógrafo Marcelo Faustini, entre outros.

Assim que definirem a data da estréia, todos serão avisados, por meio de e-mails, telefonemas, mensagens no Orkut, jornais, internet, etc.

Um grande abraço para todos vocês!

domingo, 29 de abril de 2007

Em breve... Biografia!

"Biografia": um programa que irá além de um exercício de faculdade. Seu objetivo maior é transpor os limites de uma sala de aula, sendo uma fonte de pesquisa e entretenimento para o telespectador.
Apresentado por Eduardo Nassife, com Kauê Miseli e Fabíola Mattos.
Em breve, no canal 6 da NET.

Mário Lago


Taí uma frase do inesquecível Mário Lago, que eu adoro:


"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra."

Domínio


Abaixo, postarei uma poesia que eu escrevi em 29/09/2003, às 03:30 h, numa das minhas longas noites acordado, com insônia, decorrente de uma forte depressão pela qual eu estava passando àquela época. Minha defesa contra a depressão não era um remédio tarja preta, mas sim um papel e uma caneta, onde eu viajava dentro de mim, externando minha consciência ingênua e vil, apaixonada e desacreditada, mas sempre confiante de que eu sairia daquela fase, sacudiria a poeira e daria a volta por cima...



"Domínio" - de Eduardo Nassife (2003)


Você sumiu
Meu coração partiu
Sob a mais triste dor
Eu preciso do seu ódio
E também do seu amor


No deserto, um desejo
O desejo do seu beijo
Eu te amo mais do que a vida possa mostrar
E menos do que a eternidade possa saber
Você é o meu tudo
E minha felicidade é você


Cada parte do seu corpo me pertence
Eu te domino
Coração enlaçado
Você me domina
Amor inacabado
O meu coração por ti
Também é dominado...

sábado, 28 de abril de 2007

Depois do afastamento, a volta...


Bom, depois de quase um mês sem postar aqui, vi que já era a hora de voltar, não por obrigação de sempre postar aqui, mas por vontade mesmo. Durante esse período, recuperei-me de uma cirurgia realizada em meado de março e viajei em férias - breves - para Paraty, na Semana Santa, com uma grande amiga, a Ana Thereza, "Tetê" para os íntimos. Para mim, ela sempre será a "Traveca". Não que ela seja um travesti - pelo menos, fisicamente não o é. Tetê e eu nos divertimos muito, escancaradamente felizes, pelas ruas do Centro Histórico - irretocável, lindo mesmo. Nunca tinha ido em Paraty, e confesso: fui tarde demais; eu poderia ter descoberto aquela maravilha antes mesmo de até viajar pro exterior. Mas talvez se tivesse ido antes, não teria a companhia da minha adorável Tetê. Talvez não tivesse rido o que eu ri, ou melhor, pluralizando, o que nós rimos. Foi, sem dúvida, uma das melhores viagens que fiz na vida.

Já durante a ida, começamos a gargalhar com histórias que, certamente, serão póstumas em nossa biografia. Durante a parada do ônibus, lá pela altura de Mangaratiba, um ônibus igualzinho ao nosso, também estava parado - e pronto para sair, pois seu horário de parada estava esgotado. Eu - tinha de ser! - no meu melhor estilo "virginiano" (e olha que a virginiana era a Tetê!), com aquela mania de perfeição, de não perder o ônibus, entrei no ônibus errado, no que estava de saída. Antes, porém, quase invadi o banheiro feminino da lanchonete na parada, gritando pela Tetê, que saiu às pressas. Entrei no ônibus, com o motorista já quase saindo, tal não foi a minha decepção: "Cadê as nossas malas?", "Quem são essas pessoas sentadas em nosso lugar?", indaguei, preocupado para a Tetê, que sorrateiramente percebeu o - meu! - engano e me tirou dali. Claro, às gargalhadas.

Já em Paraty, em meio a vários passeios e besteiras ditas, regadas sempre às gargalhadas, vale lembrar, fomos parar na paradisíaca Trindade, um balneário quase na divisa do Rio com São Paulo. Durante algumas horas de passeio, onde Tetê chegou à Piscina Natural do Cachadaço por uma trilha, eu resolvi ir de barco - era baratinho, rápido e formalizava a minha preguiça em andar mata adentro. Evidentemente, cheguei primeiro e fiquei esperando cerca de 40 minutos, até a Tetê aparecer, para que pudesse tirar fotos nossas - principalmente minhas, agora já exercitando o meu lado leonino. Eis que surge a Tetê, eu estava em cima de uma pedra, olhando para a cara dela, já com raiva por me procurar e não me achar, e eu ali, em frente à ela. Depois de poucas fotos tiradas no Cachadaço, era a hora de voltar. Na volta, Tetê resolveu voltar de barco, junto comigo e mais um casal também do Rio.

Já dentro do barco, outro mico póstumo: o cara, um moreno aparentemente sério, Rodrygo (é com "Y" mesmo, galera, salve a numerologia!), entregou à sua namorada um colete salva-vidas, alegando: "Tome, coloque isto, pois eu soube que hoje já virou um barquinho desse no mar!". Fiquei desesperado, minha vontade era sair dali, pegar um helicóptero e atravessar aquele mar o mais rápido possível. Financeiramente impossível e geograficamente incabível, tive de deixar o medo suplantar a vontade e parti pro abraço. Era tarde demais. O meu desespero era tanto, que eu olhava para a Tetê, que permanecia calada, séria. Ou ela tinha sacado que era armação do cara ou não quis demonstrar seu medo - deixando-me em desvantagem. Tudo bem, respirei fundo, tomei uma coragem que não tinha naquele momento, e perguntei ao Rodrygo: "Escuta aqui, é verdade mesmo que hoje um barco tipo desse aqui virou no mar?". Todos, incluindo a "traveca" da Tetê, explodiram numa gargalhada. Inclusive eu. Eu tive de rir do meu "eu ridículo". Ridículo porquê? Eu tenho medo do mar, pô! Tenho traumas dos caixotes que tomava das ondas na Barra da Tijuca. Esses traumas, nem terapia cura.

O pior de tudo foi a volta: brincadeiras à parte, levaríamos as histórias, mas também a saudade de um lugar maravilhoso, onde eu quero terminar os meus dias, definitivamente. Decidi morrer morando em Paraty, na minha velhice - para ser bem otimista, caso eu não morra por algum acidente social da também maravilhosa Rio de Janeiro. Se eu morrer em Paraty, serei abençoado pelas águas da Praia do Rancho. Se eu morrer no Rio, vou ter o abraço do Corcovado. Fico dividido até em decidir onde quero morrer. Enquanto não morro, vou vivendo intensamente - e voltando outras milhares de vezes em Paraty. Se possível, com a Tetê do lado.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

1º de Abril


A melhor mentira de ontem é que o Brasil de amanhã vai ser melhor....

quinta-feira, 29 de março de 2007

As Três Peneiras


Um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo.

Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras?


- Sim. A primeira peneira é a Verdade. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer por aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade. Deve então passar pela segunda peneira: a Bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: Necessidade. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

E, arremata Sócrates: - Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos e colegas. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.



PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS!

PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS!

PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS!

"Helloooooo, tipo assim, cara..."


"Helloooooooo, tipo assim, cara, a Bia é minha miguxa, sem noçãooooo". Pelo tipo de frase, podemos deduzir que se trata de uma adolescente típica, dessas que circulam a tarde inteira nos shoppings, atrás das últimas tendências fashion. Eu me pergunto: "O que se passa dentro da cabeça desses adolescentes de hoje em dia?"

Inúmeras tentativas de adivinhação depois, eu cheguei à conclusão: "É melhor desistir!". A pluralidade de interpretações para a cultura inútil da juventude atual vai além dos testes de auto-conhecimento de revistas "direcionadas" a esse público. Hoje em dia, você não precisa ter, basta parecer que tem. E você vira "top", a sensação da "galera". O que sobra em futilidade acaba faltando na busca de armas para o entendimento dos problemas sociais que assolam o Brasil.

Enquanto o poder de alienação se faz crescente a cada instante, os jovens não reagem, apenas se entregam a esse turbilhão de abobrinhas que mais servem para dispersar do que instruir. Mas isso é que é "maneiro". Ler, hoje em dia, só se for o "blog da Paulinha", ou tópicos de comunidades irrelevantes do Orkut. Notícia não é mais fato, mas sim, a foto da "Paty com o cara da festa da Cris". Isso rende mais do que discutir sobre o PIB brasileiro. A convergência de ambos é a comédia.

Tornou-se relevante acompanhar as mazelas do "Big Brother", num contexto onde supervalorizamos o que, de fato, não nos serve para nada. Mas em se tratando de atualidade, raras são as opções que realmente valem alguma atenção.

Não é culpa - em parte - dos jovens. O problema é mais complexo, mais profundo, pois abrange o poder econômico e a troca de interesses da classe dominante. Os leques do entretenimento descartável engolem quaisquer propostas de se promover programas mais elaborados, que nos façam refletir, que instruam, que nos façam absorver conhecimento. Mas essa mesma classe dominante não "entregará o ouro aos bandidos" facilmente. Nesse caso, o "ouro" é esse conhecimento adquirido - ou que ainda se possa adquirir. Os bandidos, sob o mesmo ponto de vista, somos nós. Criou-se, então, a "cultura inútil", cada vez mais difundida, que nada mais serve para alienar e ocultar os verdadeiros interesses por trás disso.

Por outro lado, culpo os jovens, sim. As bibliotecas estão às moscas. Se a desculpa é o conforto e a rapidez que a internet nos traz, tudo bem, mas ela é mais usada como entretenimento do que fonte de pesquisa. Mas o problema não é esse, é a vontade de lutar contra um sistema que se instalou há várias gerações - e que dificilmente será desarmado. Para a juventude, é mais prático ver e torcer por um cidadão pobre, demasiadamente exposto no "Big Brother", do que tentar entender o porquê da pobreza, ou dos fatores sociais interligados à ela e a outros problemas que o nosso país atravessa há anos.

Um quadro "cinza" da nossa realidade, que eu não tenho a certeza se ganhará "cores". Talvez ganhe, sim, as cores da nossa bandeira: azul, vermelho, com 50 estrelinhas brancas, para enaltecer um patriotismo que nos foi imposto - não o nosso, mas o dos nossos novos "colonizadores".

quarta-feira, 21 de março de 2007

Realidade e ficção: onde começa uma e termina a outra?


Abaixo, eu postarei uma crônica escrita para um amigo meu, jornalista, que seria publicada numa revista de Brasília. Era para relatar a relação ficção x realidade exibida na telenovela VALE TUDO, do meu querido Gilberto Braga, exibida em 1988 pela TV Globo. Por ironia do destino, não foi difícil escrever a crônica, uma vez que tenho, por esta obra teledramatúrgica, um imenso respeito, pois não se trata de uma simples telenovela, mas sim, de um Brasil exposto numa obra de ficção, num período em que o próprio país se redescobria, com o fim da Ditadura Militar, em 1984.
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E o vale-tudo continua!

“Princípio. Honra. Dignidade. Valores que podem se perder na batalha pela vida?”. Lançando mão de uma simples pergunta, Gilberto Braga colocou a ética em xeque, ao discutir problemas sociais jamais mostrados numa telenovela. E o que foi mostrado – corrupção, remessa ilegal de dólares para o exterior, alpinismo social, alcoolismo, homossexualismo, entre outros – suplantou os limites do que era considerado “ficção”. A eterna luta do bem contra o mal era traduzida pela incompatibilidade de personalidades de mãe e filha, Raquel e Maria de Fátima, respectivamente. A primeira, simplória, acreditava que valia a pena ser honesto no Brasil. A segunda, por meio de uma ideologia torta, porém, de certa forma lógica, mostrou o que víamos em 1988, e o que ainda vemos e o que ainda veremos: a honestidade é apenas um substantivo abstrato. Nada mais.


A novela não só retratava os valores sociais, como fazia o povo refletir. E, mais do que isso, tinha o poder de debater nossos problemas àquela época, mas que nos dias de hoje, continuam muito atuais. Era difícil saber se assistíamos a um capítulo de novela ou um noticiário, pois nunca realidade e ficção foram tão próximas numa novela.
Uma novela pode ter, sim, uma forte contribuição social. VALE TUDO foi a pioneira ao relatar o drama do alcoolismo com maior densidade, transposto pela personagem Heleninha Roitmann, que foi buscar ajuda nos Alcoólicos Anônimos (“AA”), o que também ajudou vários brasileiros que passavam pelo mesmo problema.
O simbolismo da impunidade foi retratado pelo corrupto Marco Aurélio, ao dar uma “banana” com as mãos para tudo e todos. A imagem marcou e definiu o tipo de mentalidade que alguns brasileiros têm, quando levam a sério a “Lei do Gérson”, onde “temos de levar vantagem em tudo”.

Por tudo isso, a conclusão que tiramos é que o duelo honestidade x corrupção sempre vai existir. Ilusão é acharmos que “amanhã é um novo dia”. É um novo dia no calendário, não na realidade. Seremos sempre Marias de Fátimas e Raquéis, num duelo interno, que sempre nos questionaremos: vale a pena sermos honestos?
E a resposta para a pergunta acima? Evidentemente que não temos, nem teremos. Os fatores externos nos pressionam para a eterna dúvida. Não que isso seja uma deformação de caráter, mas sim, uma cultura difundida desde que nascemos. E, enquanto vivermos, veremos o Brasil, seja na novela ou no noticiário, passar na TV e mostrar a sua cara.

Eduardo Nassife, Rio de Janeiro, 29 de abril de 2006.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Cultura... "Cul o quê?"



O que é cultura? O que é preciso ter - ou ser - para sabermos quão cultos somos? E quão incultos seremos? Na aula de Cultura Brasileira, na faculdade de Comunicação Social que curso, eu aprendi que todos os homens são cultos, pois "cultura é tudo o que o homem faz". Mas eu também aprendi que um indivíduo pode ser considerado "inculto" quando passamos a considerar a sociedade dividida por classes sociais. O irônico disso tudo é que "cultura", quando inserida num contexto plutocrata, depende mais de esforço individual do que de dinheiro propriamente.


Caso essa minha afirmação seja contestada, passarei a acreditar piamente que os jogadores de futebol e os pagodeiros são fortes candidatos ao preenchimento de futuras cadeiras na Academia Brasileira de Letras. Claro que isso não é regra. Nem todo pagodeiro tem, necessariamente, de ser "inculto", mas já imaginou um pagodeiro recitando Os Lusíadas, por exemplo? "Os quem?", perguntariam, certamente. E, claro, estariam destoados da grande massa que consome seus produtos - aquela mesma que vota naquele candidato que coloca o "Babado Novo" num showmício, afinal, "ele fez alguma coisa pelos pobres, pelo menos, trouxe diverção!". Ops, é diverSão! Com S! A culpa é da professora, que não passou ditado para reforçar a ortografia.


Não! A culpa é nossa, a culpa é dessa cultura infeliz que carregamos há 507 anos, onde temos de "dar um jeitinho brasileiro" para tudo que se queira obter. Corrupção, violência, impunidade. Palavras que, de abstratas nos alçam à grande realidade brasileira. Um país que se desenvolve com 500 anos de atraso, um país onde "tudo se planta dá". Pergunto: cadê as sementes dos valores que somos ensinados a plantar, desde crianças? Que frutos deram? Árvore podre, salve-se quem puder. "Farinha pouca, o meu pirão primeiro!". É essa a nossa mentalidade. Crescemos não para prosperar, mas para saber onde podemos levar mais vantagens, qual é o caminho mais rápido do enriquecimento ilícito. É com essa vertente que governam o nosso "idolatrado, salve, salve", pois o exemplo, que deveria vir de "cima", na verdade, está entre os milhares de dólares encurralados numa mala que certamente será mandada para o exterior.


Viver honestamente? Isso é cafona hoje em dia! Como também é cafona ser leal, amigo, fiel, digno. São os chamados "valores de classe média". Que classe? Como num deboche de "caboclos tentando ser ingleses", eles acham "chique" serem desprovidos desses valores. Valor, pra grande massa, é o que se tem dentro da carteira, ou o limite de um cartão de crédito. De preferência que seja "Gold". A sociedade brasileira é podre, hipócrita, mesquinha. Classe vem de berço. E o Brasil nasceu num curral. Somos infelizes desde a nossa descoberta, por termos sido colônia de exploração.


Somos infelizes por termos pessoas incompetentes e covardes que comandam o nosso país. Somos infelizes por não termos cultura, por vendermos a nossa identidade pra qualquer advento tecnológico do Grand Monde. Somos infelizes por não termos instrução para votarmos melhor nas próximas eleições; por sabermos que mais 4 anos virão e nada vai mudar. Cafona, pra mim, é quem tem a triste ilusão de que esse país tem jeito. Tem jeito sim, mas não há interesse pra que isso seja mudado. Quanto mais pessoas instruídas, mais vão lutar pelos seus direitos, menos impunidade o Brasil terá, chocando-se com o que o nosso Governo quer. O que ele quer é continuar desconcentrando o povo dos grandes problemas sociais que a nossa Pátria atravessa há 500 anos. Será que serão necessários mais 500 anos pra que essa prostituta chamada Brasil recupere sua auto-estima e seja, de verdade e sem piada, um país em desenvolvimento? Quando iremos, enfim, parar de progredir no mundo da decadência humana? Pra que as mudanças possam ocorrer, basta que tenhamos vontade. Somos infelizes há 500 anos, mas se lutarmos um pouquinho por justiça social, com a verdadeira vontade de mudar; aí, sim, poderemos revolver a esperança de que esse país - idolatrado, salve, salve! - pode ter jeito...